Bem vindos ao blog da FIFA World Cup 2014

A Copa do Mundo da FIFA de 2014 será a 2ª realizada no BRASIL.
As 12 cidades que sediarão os jogos: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Brasília, Cuiabá, Manaus, Fortaleza, Salvador, Recife e Natal.
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sábado, 24 de julho de 2010

Cabral garante que centro de mídia da Copa será no Rio

Também em campanha, seu adversário Fernando Gabeira, promete treinar militantes para fiscalizar a eleição


O candidato à reeleição ao governo do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, afirmou nesta sexta-feira (23) que o Centro de Mídia da Copa será instalado no RJ. As cidades de São Paulo, Belo Horizonte e Brasília também demonstraram interesse em receber o centro de mídia da competição.

“O Rio conseguiu conquistar o direito de ser a sede de uma das chaves da Copa, da final, e do Centro de Mídia da Copa, onde os jornalistas ficam. Brigamos, no bom sentido, com as cidades brasileiras e ganhamos”, disse o governador, durante encontro com empresários da Bolsa de Automóveis.

Em clima de campanha, o candidato voltou a exaltar a conquista da cidade como sede da Olimpíada-2016, dizendo que o Rio de Janeiro vive um momento de “ganha-ganha”. Cabral também afirmou que a próxima UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) será instalada na semana que vem, no bairro do Andaraí, na zona norte do Rio.

Gabeira treina militantes

O candidato da oposição, Fernando Gabeira, afirmou nesta sexta-feira que militantes voluntários de sua campanha estão sendo treinados para colaborar na fiscalização da campanha eleitoral.

“Estamos treinando os voluntários para que eles possam ter noção da lei eleitoral. E, assim, ao constatar irregularidades, eles nos avisarão e nós comunicaremos ao Tribunal Regional Eleitoral”, afirmou o deputado após um encontro com o presidente do TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral), Nametala Jorge. Segundo sua assessoria, a iniciativa deve-se ao fato de o Tribunal ter “poucos fiscais no estado”.

Durante o dia de campanha, Gabeira também criticou a postura de Cabral, que voltou a afirmar nesta sexta-feira que não vai participar de debates. Para o deputado, a estratégia é um erro dos marqueteiros. “Estamos em um país democratizado, um país da internet, e os marqueteiros fizeram um cálculo errado, uma decisão que vai custar caro para Cabral”, disse Fernando Gabeira.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Fifa exige abertura da Copa 2014 em São Paulo por questões econômicas

São Paulo teria também o centro de imprensa e o congresso da Fifa. Reunião entre membros do governo e Ricardo Teixeira deixou a modernização do Pacaembu e a construção de um estádio novo como opções. O Morumbi está fora!

O presidente da CBF e do COL (Comitê Organizador Local), Ricardo Teixeira, convenceu membros do governo e do comitê paulista de que São Paulo precisa ser a sede da abertura da Copa, com o argumento de que a Fifa faz questão, por questões econômicas (a capital paulista é o pólo financeiro do Brasil), e para a cidade receber o centro de imprensa (IBC), algo que o prefeito da cidade, Gilberto Kassab, já havia manifestado interesse.

Receber o centro de imprensa significa atrair turistas meses antes da Copa e durante os 30 dias do evento, o que gera dinheiro para a cidade “O centro de imprensa é na cidade que abre ou que fecha a Copa, por uma questão de mobilidade dos jornalistas e até de economia. Foi assim nas últimas Copas”, explicou Rodrigo Paiva, diretor de comunicação da CBF e do COL. Na Alemanha, em 2006, por exemplo, Munique tinha o IBC e recebeu a abertura. Em 2010, na África do Sul, o centro de mídia ficou em Joanesburgo, que foi sede do jogo inaugural e da final.

Apto para a abertura, São Paulo também poderia receber a convenção que a Fifa realiza no ano do Mundial no país sede, normalmente em fevereiro. Segundo Rodrigo Paiva são pelo menos dez integrantes em cada comitiva das 32 seleções, fora os jornalistas e agregados que viajam para acompanhar o evento.

A Fifa tem interesse por São Paulo também por uma questão de logística, segundo apurou o iG durante a Copa da África do Sul. Membros da entidade passam a morar no país sede anos antes do Mundial e preferem ficar em uma cidade com melhor infraestrutura, caso de São Paulo. Belo Horizonte sempre foi a preferida de Ricardo Teixeira para receber a abertura (o IBC ficaria no Rio), agrado que faria ao ex-governador de MG, Aécio Neves, seu amigo. Mas a Fifa questionou a rede hoteleira e locais de diversão da capital mineira.

Pacaembu e o estádio Olímpico de Berlim
Inicialmente o patinho feio entre os candidatos a palco paulista na Copa do Mundo, o Pacaembu ganhou força com o lobby do ex-secretário de esportes da prefeitura Walter Feldman, que deixou pronto um projeto de modernização com o valor de R$ 400 milhões. A obra não atende todas as exigências da Fifa e precisaria ser encorpado.



Quem bancaria a obra seria um fundo de investimentos criado pela empresa de gerenciamento de venda de ingressos BWA, aliada a duas construtoras (que receberiam a concessão do estádio por alguns anos para reaver o dinheiro aplicado). Se o Pacaembu entrar no mapa do Mundial, pode haver empréstimo do BNDES no valor de R$ 400 milhões, o que viabilizaria um projeto mais caro.

Na Copa do Mundo da Alemanha, o Comitê Local fez questão de a final ser em Berlim e no histórico estádio Olímpico. A Fifa, num primeiro momento, bateu o pé, por ser um campo antigo. Ele foi modernizado por dentro, mas tinha muitos problemas, como pontos cegos e dificuldade de acesso. Por fora, não pôde ser mexido, já que é tombado. Bem parecido com o que acontece com o Pacaembu.

Sem estádio
Teixeira, Kassab, o governador Alberto Goldman e Francisco Luna, o secretário do planejamento do Estado e presidente do comitê paulista para o Mundial, saíram da reunião realizada na manhã desta quarta-feira no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, afirmando que farão de tudo para que São Paulo tenha a abertura, mas sem definição sobre um estádio.

A construção de um novo (sem exeção um possível campo corintiano em Guarulhos ou Itaquera) e um projeto mais encorpado de modernização do estádio do Pacaembu seriam as opções mais realistas neste momento. Teixeira não quer o Morumbi de jeito nenhum e a Arena Palestra está descartada para a abertura, mas não para receber jogos intermediários do Mundial. Não se falou em obra em Pirituba, distrito da zona noroeste da capital que receberá até 2020 um complexo para receber shows e convenções. Kassab reiterou que é improvável conseguir levantar uma arena no local até 2013, para receber partidas da Copa das Confederações.

O comitê paulista, com o aval de Goldman, estava disposto a abrir mão da abertura. Os três projetos de estádio que foram levados a Ricardo Teixeira, presidente da CBF e do COL, em um primeiro momento não permitem a realização do jogo: a reforma “light” do Morumbi, a Arena Palestra e a modernização do Pacaembu no formato atual, que prevê capacidade para 45 mil pessoas.

Ricardo Teixeira ouviu de Goldman uma defesa do Morumbi, mas o dirigente da CBF está irredutível contra o campo são-paulino: segundo ele foi dado tempo suficiente para o clube adequar um projeto e levantar dinheiro, mas no final a proposta apresentada não foi o combinado com a Fifa para a abertura.

“Tem várias questões quanto ao das câmeras de TV, por eMorumbi, como capacidade para jornalistas e posicionamento. Aquelas imagens bonitas de uma Copa dependem de tudo isso”, disse Rodrigo Paiva. A definição oficial sobre os jogos que cada cidade receberá será até meados de 2012.

sábado, 17 de julho de 2010

Quatro anos antes, Copa vira tema de campanha

Mal terminou a Copa do Mundo e o próximo mundial de futebol, que será realizado no Brasil, em 2014, já rende as primeiras caneladas em solo nacional. A disputa começou na arena política e promete se arrastar pelos próximos quatro anos. O primeiro embate, que termina em outubro, nas urnas, tem pautado discursos de candidatos pelo País – seja para atacar rivais, seja para faturar em cima do assunto.

Embora esteja presente de forma mais evidente nas corridas estaduais, o tema já ganhou espaço também no discurso de candidatos ao Palácio do Planalto. Parte das declarações foram engatilhadas após representantes da Fifa e da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) criticarem o atraso nas obras de infraestrutura para o mundial. Para a Fifa, “falta tudo” ainda no Brasil, desde estádios, estradas, sistema de telecomunicações, aeroportos e capacidade suficiente em hotéis.

Foto: AFP

Ainda na África do Sul, torcida brasileira espera por 2014

Foi a deixa para que o presidenciável José Serra (PSDB) entrasse em campo para dizer que o Brasil está mal preparado para sediar o evento. "Conseguiu-se o recorde mundial de não preparação de aeroportos para a Copa", afirmou o tucano, que citou outras obras do governo federal que, apesar de “propagandeadas, não andam”. "O Brasil não ganhou a Copa (de 2010), mas ganhou a Copa dos mais altos juros, da mais alta carga tributária e do mais baixo investimento governamental do mundo”, disse o candidato, mirando a adversária Dilma Rousseff (PT).

Quem foi escalado para responder às contestações da Fifa foi o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, maior cabo eleitoral da ex-ministra da Casa Civil. Na quarta-feira, durante lançamento do edital do trem-bala (que vai ligar São Paulo a Campinas e o Rio de Janeiro), Lula disse que os brasileiros estão sendo tratados “como se fossem idiotas, (como) se não soubéssemos fazer as coisas e não soubéssemos definir as nossas prioridades”.

Já Dilma limitou-se, durante a última semana, a exaltar os compromissos do governo federal no financiamento de estádios e obras para mobilidade social. Ainda assim, ela já prometeu abertamente que, se eleita, dará prioridade à construção de aeroportos.

É na esfera estadual, entretanto, que o assunto ganha mais peso no debate eleitoral. Em São Paulo, por exemplo, o candidato do PT ao governo, Aloizio Mercadante, colocou o assunto em pauta para reforçar os ataques direcionados à administração tucana no Estado.

Na última segunda-feira, ele se disse preocupado com a possibilidade de a capital paulista ficar de fora da competição, a exemplo do que aconteceu com Tóquio na Copa do Japão e da Coréia em 2002.

Ao criticar o que chamou de lentidão do governo tucano para viabilizar alternativas ao Morumbi - estádio descartado pela Fifa (entidade máxima do futebol) por falta de garantias financeiras assumidas pelo São Paulo Futebol Clube - o senador transformou em promessa de campanha o compromisso de assegurar a realização do evento em solo paulista.

Foi uma forma encontrada para contrapor a gestão petista no governo federal à administração tucana no Estado.

“Estamos a quatro anos de uma Copa, em uma das maiores cidades do mundo, que é São Paulo, no Estado mais rico da Federação, e o governo do Estado não diz o que quer e nem apresentou uma proposta para viabilizar a Copa no Estado”, disse Mercadante, segundo quem o governo federal já liberou R$ 1 bilhão para fazer a linha Morumbi-Congonhas de metrô.

Ele diz não descartar a construção de um novo estádio, desde que haja apoio do setor privado, mas afirma que a idéia inicial é reestruturar o Morumbi.

“Os outros Estados estão fazendo suas obras e São Paulo nem definiu o que deve ser feito. Falta agilidade, decisão, pulso e determinação”.

Alvo indireto dos ataques, Geraldo Alckmin (PSDB) tem defendido que, apesar dos problemas, tudo “vai dar certo”.

O tucano já disse ser contrário à aplicação de recursos públicos na construção de um novo

estádio. "Dinheiro público tem que ser colocado nas coisas permanentes, como metrô, trem saúde, segurança. Essa deve ser a parte do governo, ficando a parte do equipamento, do estádio, para a iniciativa privada”.

Segundo o candidato, o atual governador, Alberto Goldman (PSDB) “está conduzindo bem, com segurança, defendendo posições corretas”. “Se puder ter um estádio novo, ótimo. Agora o Morumbi está mais fácil”, diz o tucano, para quem o estádio “só precisa ter uma adequação”.

Durante a semana, Alckmin lembrou que será criada uma estação na frente do Morumbi, no entroncamento da avenida Francisco Morato com a João Jorge Saad. “E tem um monotrilho que já tem financiamento do BNDES”.

A previsão para o mundial é que o País tenha 12 sedes para jogos (São Paulo, Belo Horizonte, Rio, Porto Alegre, Curitiba, Cuiabá, Manaus, Natal, Recife, Fortaleza, Salvador e Brasília).

A exemplo do que acontece em São Paulo, em todos os Estados dessa lista onde há disputa acirrada o tema tem sido usado politicamente por candidatos.

Na Bahia, por exemplo, o governador Jaques Wagner (PT), candidato à reeleição, já propôs que o nome da nova arena esportiva que está sendo construída em Salvador para abrigar os jogos receba o nome de “Luiz Inácio Lula da Silva”. “O estádio ficaria conhecido como Lulão”, disse.

Já o adversário do petista, o ex-ministro da Integração Nacional Geddel Vieira Lima (PMDB), usa a experiência no governo para garantir financiamentos federais no transporte urbano e para resolver problemas relativos às obras do metrô junto ao Tribunal de Contas da União. “A Bahia está enferrujada”, disse.

Colaborou Piero Locatelli, iG São Paulo