Bem vindos ao blog da FIFA World Cup 2014

A Copa do Mundo da FIFA de 2014 será a 2ª realizada no BRASIL.
As 12 cidades que sediarão os jogos: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Brasília, Cuiabá, Manaus, Fortaleza, Salvador, Recife e Natal.

sábado, 24 de julho de 2010

Seleça já tem técnico para a Copa!


Após o convite à Muricy Ramalho, impedido pelo Fluminesnse, o novo técnico da seleção brasileira é Mano Menezes, ele aceitou o convite hoje (24) e tem contrato com a CBF até 2014.
O técnico do Corinthians que já treinou o Vasco em 2004 e o Grêmio em 2005 e 2006, aceitou o convite da CBF através de uma entrevista coletiva do próprio Cointhians.
Luiz Antônio Venker de Menezes, nasceu em Passo do Sobrado, no dia 11 de junho de 1962.

Cabral garante que centro de mídia da Copa será no Rio

Também em campanha, seu adversário Fernando Gabeira, promete treinar militantes para fiscalizar a eleição


O candidato à reeleição ao governo do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, afirmou nesta sexta-feira (23) que o Centro de Mídia da Copa será instalado no RJ. As cidades de São Paulo, Belo Horizonte e Brasília também demonstraram interesse em receber o centro de mídia da competição.

“O Rio conseguiu conquistar o direito de ser a sede de uma das chaves da Copa, da final, e do Centro de Mídia da Copa, onde os jornalistas ficam. Brigamos, no bom sentido, com as cidades brasileiras e ganhamos”, disse o governador, durante encontro com empresários da Bolsa de Automóveis.

Em clima de campanha, o candidato voltou a exaltar a conquista da cidade como sede da Olimpíada-2016, dizendo que o Rio de Janeiro vive um momento de “ganha-ganha”. Cabral também afirmou que a próxima UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) será instalada na semana que vem, no bairro do Andaraí, na zona norte do Rio.

Gabeira treina militantes

O candidato da oposição, Fernando Gabeira, afirmou nesta sexta-feira que militantes voluntários de sua campanha estão sendo treinados para colaborar na fiscalização da campanha eleitoral.

“Estamos treinando os voluntários para que eles possam ter noção da lei eleitoral. E, assim, ao constatar irregularidades, eles nos avisarão e nós comunicaremos ao Tribunal Regional Eleitoral”, afirmou o deputado após um encontro com o presidente do TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral), Nametala Jorge. Segundo sua assessoria, a iniciativa deve-se ao fato de o Tribunal ter “poucos fiscais no estado”.

Durante o dia de campanha, Gabeira também criticou a postura de Cabral, que voltou a afirmar nesta sexta-feira que não vai participar de debates. Para o deputado, a estratégia é um erro dos marqueteiros. “Estamos em um país democratizado, um país da internet, e os marqueteiros fizeram um cálculo errado, uma decisão que vai custar caro para Cabral”, disse Fernando Gabeira.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Governador de SP não está com pressa sobre escolha de estádio.

Um dia após afirmar que a definição sobre o estádio de São Paulo para a Copa do Mundo de 2014 deve ocorrer nas próximas semanas, o governador Alberto Goldman disse que não há urgência para a escolha da arena paulista.

Há tempo para definir o estádio. Até pelo menos o começo do ano que vem podemos decidir isso. Urgência é termos o setor de transportes adequado para os estádios, falou o governador nesta quinta, para a Rádio Bandeirantes.

Goldman afirmou que empresas podem bancar a construção de uma nova arena. Apesar de, na quarta, o governador ter descartado a construção do Piritubão, o governo do Estado e a prefeitura buscam parceiros para erguer um novo estádio em São Paulo.

Segundo ele, as propostas serão analisadas na próxima semana. Temos vários locais que podem ser adaptados e existe a possibilidade e o interesse de o setor privado de construir um estádio, acrescentou.

Goldman ainda deu a entender que o projeto do Morumbi perde força. O problema é que as reformas são muito caras. Os estádios que podem passar por revitalizações são privados. Por exemplo o Morumbi, que da forma que querem reformar, exigiria mais de R$ 600 milhões e o São Paulo não assumiria essa dívida, disse.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Fifa exige abertura da Copa 2014 em São Paulo por questões econômicas

São Paulo teria também o centro de imprensa e o congresso da Fifa. Reunião entre membros do governo e Ricardo Teixeira deixou a modernização do Pacaembu e a construção de um estádio novo como opções. O Morumbi está fora!

O presidente da CBF e do COL (Comitê Organizador Local), Ricardo Teixeira, convenceu membros do governo e do comitê paulista de que São Paulo precisa ser a sede da abertura da Copa, com o argumento de que a Fifa faz questão, por questões econômicas (a capital paulista é o pólo financeiro do Brasil), e para a cidade receber o centro de imprensa (IBC), algo que o prefeito da cidade, Gilberto Kassab, já havia manifestado interesse.

Receber o centro de imprensa significa atrair turistas meses antes da Copa e durante os 30 dias do evento, o que gera dinheiro para a cidade “O centro de imprensa é na cidade que abre ou que fecha a Copa, por uma questão de mobilidade dos jornalistas e até de economia. Foi assim nas últimas Copas”, explicou Rodrigo Paiva, diretor de comunicação da CBF e do COL. Na Alemanha, em 2006, por exemplo, Munique tinha o IBC e recebeu a abertura. Em 2010, na África do Sul, o centro de mídia ficou em Joanesburgo, que foi sede do jogo inaugural e da final.

Apto para a abertura, São Paulo também poderia receber a convenção que a Fifa realiza no ano do Mundial no país sede, normalmente em fevereiro. Segundo Rodrigo Paiva são pelo menos dez integrantes em cada comitiva das 32 seleções, fora os jornalistas e agregados que viajam para acompanhar o evento.

A Fifa tem interesse por São Paulo também por uma questão de logística, segundo apurou o iG durante a Copa da África do Sul. Membros da entidade passam a morar no país sede anos antes do Mundial e preferem ficar em uma cidade com melhor infraestrutura, caso de São Paulo. Belo Horizonte sempre foi a preferida de Ricardo Teixeira para receber a abertura (o IBC ficaria no Rio), agrado que faria ao ex-governador de MG, Aécio Neves, seu amigo. Mas a Fifa questionou a rede hoteleira e locais de diversão da capital mineira.

Pacaembu e o estádio Olímpico de Berlim
Inicialmente o patinho feio entre os candidatos a palco paulista na Copa do Mundo, o Pacaembu ganhou força com o lobby do ex-secretário de esportes da prefeitura Walter Feldman, que deixou pronto um projeto de modernização com o valor de R$ 400 milhões. A obra não atende todas as exigências da Fifa e precisaria ser encorpado.



Quem bancaria a obra seria um fundo de investimentos criado pela empresa de gerenciamento de venda de ingressos BWA, aliada a duas construtoras (que receberiam a concessão do estádio por alguns anos para reaver o dinheiro aplicado). Se o Pacaembu entrar no mapa do Mundial, pode haver empréstimo do BNDES no valor de R$ 400 milhões, o que viabilizaria um projeto mais caro.

Na Copa do Mundo da Alemanha, o Comitê Local fez questão de a final ser em Berlim e no histórico estádio Olímpico. A Fifa, num primeiro momento, bateu o pé, por ser um campo antigo. Ele foi modernizado por dentro, mas tinha muitos problemas, como pontos cegos e dificuldade de acesso. Por fora, não pôde ser mexido, já que é tombado. Bem parecido com o que acontece com o Pacaembu.

Sem estádio
Teixeira, Kassab, o governador Alberto Goldman e Francisco Luna, o secretário do planejamento do Estado e presidente do comitê paulista para o Mundial, saíram da reunião realizada na manhã desta quarta-feira no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, afirmando que farão de tudo para que São Paulo tenha a abertura, mas sem definição sobre um estádio.

A construção de um novo (sem exeção um possível campo corintiano em Guarulhos ou Itaquera) e um projeto mais encorpado de modernização do estádio do Pacaembu seriam as opções mais realistas neste momento. Teixeira não quer o Morumbi de jeito nenhum e a Arena Palestra está descartada para a abertura, mas não para receber jogos intermediários do Mundial. Não se falou em obra em Pirituba, distrito da zona noroeste da capital que receberá até 2020 um complexo para receber shows e convenções. Kassab reiterou que é improvável conseguir levantar uma arena no local até 2013, para receber partidas da Copa das Confederações.

O comitê paulista, com o aval de Goldman, estava disposto a abrir mão da abertura. Os três projetos de estádio que foram levados a Ricardo Teixeira, presidente da CBF e do COL, em um primeiro momento não permitem a realização do jogo: a reforma “light” do Morumbi, a Arena Palestra e a modernização do Pacaembu no formato atual, que prevê capacidade para 45 mil pessoas.

Ricardo Teixeira ouviu de Goldman uma defesa do Morumbi, mas o dirigente da CBF está irredutível contra o campo são-paulino: segundo ele foi dado tempo suficiente para o clube adequar um projeto e levantar dinheiro, mas no final a proposta apresentada não foi o combinado com a Fifa para a abertura.

“Tem várias questões quanto ao das câmeras de TV, por eMorumbi, como capacidade para jornalistas e posicionamento. Aquelas imagens bonitas de uma Copa dependem de tudo isso”, disse Rodrigo Paiva. A definição oficial sobre os jogos que cada cidade receberá será até meados de 2012.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

CBF e São Paulo mantêm indefinição sobre estádio para a Copa 2014

Ricardo Teixeira e governador Alberto Goldman estiveram reunidos nesta quarta.

A situação do São Paulo em relação à Copa do Mundo permanece inalterada, mesmo após duas horas de reunião nesta quarta-feira, no Palácio dos Bandeirantes. A informação foi passada pelo presidente da CBF, Ricardo Teixeira, e o governador paulista, Alberto Goldman, segundo o GloboEsporte.com.

A expectativa era de que nessa reunião ficasse definido qual projeto de estádio em São Paulo seria aceito pela CBF e o Comitê Organizador Local depois do veto do Morumbi. Se isso esteve na pauta, os participantes optaram por não revelar. Até porque em seu pronunciamento Ricardo Teixeira apenas disse que os esforços continuam voltados para que a capital paulista receba a abertura do Mundial.

– Tivemos uma excelente conversa e saímos todos imbuídos de que vamos fazer o máximo para que a abertura da Copa do Mundo de 2014 seja em São Paulo. Não se falou em estádio nesse encontro. Falamos genericamente do que a cidade tem de fazer para receber o jogo inaugural. Agora vamos buscar uma solução – falou o presidente da CBF, que depois não quis responder às perguntas dos jornalistas.

Em seguida, o governador de São Paulo, Alberto Goldman, seguiu no mesmo tom de Teixeira. E quando questionado sobre estádio, respondeu repetidas vezes, até com certa impaciência, que esse assunto não foi colocado em discussão.

– Estamos em concordância de que agora precisamos trabalhar para fazer com que se viabilize a abertura da Copa do Mundo em São Paulo. Não colocamos alternativas de estádio ou local na mesa. Vamos analisar os projetos nas próximas semanas, até porque temos tempo para isso – declarou Goldman.

Embora o Morumbi tenha sido vetado pela CBF e pela Fifa, o estádio ainda aparece como opção. Pelo menos na cabeça do Governo de São Paulo. Só que o último projeto feito pelo São Paulo Futebol Clube não prevê a abertura. O que seria opção para tal evento é a construção de um novo estádio, talvez na região de Pirituba. A Arena Palestra, prevista para 2012, e a reformulação do estádio do Pacaembu, também aparecem como opções.

terça-feira, 20 de julho de 2010

MP permite endividamento maior de sedes

O presidente Lula assinou nesta segunda-feira uma Medida Provisória para aumentar o teto de endividamento dos municípios da Copa. A medida amplia a possibilidade de financiamentos para obras da Copa em 120% das receitas, teto previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal. Antes, o índice era de 100%.

O que acontece é que tem muitas cidades não têm nenhuma capacidade de tomar R$ 10 emprestado. Mesmo que eu seja amigo de todos os prefeitos e quisesse emprestar R$ 10, eles, ainda assim, não poderiam pegar, afirmou Lula.

Segundo o presidente, a parceria com Estados e prefeituras vai evitar explosão de gastos como ocorreu no Pan do Rio de Janeiro, em 2007.

Na cerimônia, o governo federal e as 12 sedes da Copa firmaram também um acordo para investir R$ 740 milhões em portos e R$ 5,5 bilhões em aeroportos, principal gargalo para a infraestrutura do evento. Esse é o primeiro montante anunciado pelo governo que será pago diretamente pelo governo federal.

Lula disse que o país agora está pronto para tirar do papel as obras do Mundial.

As pessoas ficam querendo que a gente coma o mingau antes de estar pronto. Esta medida que nós assinamos significa que o mingau está pronto. Então, agora estão definidas as cidades, estão definidos os projetos, está definido o dinheiro, afirmou o presidente.

No acordo firmado, representantes dos governos federal, estaduais e municipais definiram prazos e as responsabilidades de cada um. Aos governos locais, uma das prioridades é viabilizar as licenças em torno de meio ambiente das obras para a Copa.

Lula pode intervir para São Paulo abrir a Copa

Na presença de Ricardo Teixeira, presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), mas com o governador de São Paulo e o prefeito da capital ausentes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou uma solenidade, na última segunda-feira, para tornar público o que vem articulando no bastidor. Lula, como antecipou a Agência Estado na semana passada, disse que vai entrar na discussão sobre o estádio da abertura da Copa em São Paulo. Ele criticou o governador e o prefeito.

Lula mandou os recados aproveitando a solenidade de assinatura de uma Medida Provisória que autorizou as cidades-sede e os Estados envolvidos na Copa 2014 a contrair novos empréstimos - podendo, por causa desses investimentos, aumentar o limite de endividamento orçamentário. Lula quer que o estádio da abertura da 20.ª Copa Fifa fique em São Paulo.

"Eu, sinceramente, não consigo imaginar uma Copa do Mundo no Brasil sem ter São Paulo como um dos cantinhos em que os atletas vão poder jogar bola. Eu estou disposto a entrar nessa conversa", disse Lula durante discurso na cerimônia, enquanto olhava para Juvenal Juvêncio, presidente do São Paulo. "E sei que em São Paulo há uma briga muita feia". O presidente desafiou o governador Alberto Goldman e o prefeito Gilberto Kassab a lutar para garantir a abertura da Copa no estado.

A CBF, porém, dá sinais de que pode levar a abertura para outra sede. No dia 16 de junho a entidade vetou a reforma do Estádio do Morumbi, orçada em R$ 265 milhões, bem mais modesta do que o projeto original, de R$ 636 milhões. Sem o Morumbi, o Comitê Paulista para a Copa praticamente descartou a possibilidade de São Paulo abrir os jogos de 2014, por considerar que seria jogar dinheiro fora investir num outro estádio.

Na cerimônia de segunda-feira, Lula, que já vinha mostrando desentendimento público com a CBF por causa do Morumbi, criticou Goldman pela indefinição do governo do Estado e da prefeitura de São Paulo quanto ao estádio para a abertura da Copa. "Acho que o governador já deveria ter chamado todo mundo envolvido para conversar, para encontrar uma solução, e não ficar brigando pela imprensa, porque o tempo urge nos investimentos que nós queremos fazer."

Prevendo as críticaernador qus, nem Goldman nem Kassab compareceram à cerimônia desta segunda-feira. Lula havia feito chegar tanto ao govanto ao prefeito e à CBF seu descontentamento com a exclusão do Morumbi. Para o presidente, gastar quase R$ 1 bilhão na construção de outro estádio seria o máximo do desperdício do dinheiro público e a certeza de construção de um elefante branco para o futuro.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Governo Federal pretende gastar R$ 1,6 bi com segurança da Copa

O governo federal já definiu quanto deve ser o gasto da União na Copa de 2014. O investimento no setor para o Mundo chegará a R$ 1,6 bilhão, dinheiro que será usado com equipamento e capacitação de policiais, segundo reportagem publicada pelo jornal Folha de S. Paulo nesta segunda-feira.

O investimento que será feito para as 12 cidades-sedes é cerca de metade do que é gasto com todo o país por ano e o dobro do que custou a segurança da Copa do Mundo deste ano na África do Sul – US$ 500 milhões, cerca de R$ 886 milhões.

O número ainda não está completamente fechado e a quantia destinada a cada cidade será definida depois que cada sede explicar com o que quer gastar. De acordo com o governo federal, o principal gasto deve ser com treinamento policial. O governo também fornecerá equipamento para monitoramento e armas não letais.

Ficará a cargo do ministério da justiça o planejamento de segurança para a Copa, mas a União ainda não definiu a estrutura a ser montada para o evento. Isso deve ocorrer após as cidades oficializarem os estádios, a rede hoteleira e os principais meios de transporte, o que será bem diferente para cada estado que será sede.

Secretário-especial assegura Arena da Baixada para Copa

Esta terça-feira será decisiva para a participação do Paraná como sub-sede da Copa do Mundo de 2014, no Brasil. Representantes do Comitê local irão ao Rio de Janeiro apresentar ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) as garantias para o financiamento das obras na Arena da Baixada.

De acordo com o secretário-especial no Paraná para Assuntos da Copa, Algaci Túlio, a Arena da Baixada já pode ser considerada um dos estádios para a Copa do Mundo, sendo que 99% das negociações para obtenção dos investimentos estão consolidados.

"Seria um contra-senso negarmos isso porque, afinal de contas, o estádio está com 75% da sua construção definida, além de ter sido escolhido pela Fifa e pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF)", disse.

Para financioar as obras, segundo o governador Orlando Pessuti, o BNDES terá como garantia da quitação da dívida o potencial construtivo da região da Arena da Baixada. "A fórmula já está definida, faltam apenas alguns arremates", informou.

A comitiva paranaense para as negociações com o NBNDES terá o secretário-especial, Algaci Túlio, o procurador-geral do Estado, Marco Antônio Berberi, o secretário de Governo, Luiz Fernando Jamur, e o gestor de Curitiba para a Copa, Luiz de Carvalho.

Algaci Túlio, mesmo dando garantias de que o estádio do Atlético-PR será o local dos jogos do Mundial na capital paranaense, ainda não descarta o projeto Arena Paratiba, que seria uma alternativa, caso o plano da arena atleticana não seja concretizado.

"Se tiverem investidores interessados em contribuir com Curitiba ou com o Paraná, nada disso será descartado. Agora a preferência é consolidar a Arena da Baixada", acrescentou, referindo-se aos R$ 500 milhões que seriam necessários para construção de um novo estádio que será dividido entre Paraná e Coritiba.

sábado, 17 de julho de 2010

Quatro anos antes, Copa vira tema de campanha

Mal terminou a Copa do Mundo e o próximo mundial de futebol, que será realizado no Brasil, em 2014, já rende as primeiras caneladas em solo nacional. A disputa começou na arena política e promete se arrastar pelos próximos quatro anos. O primeiro embate, que termina em outubro, nas urnas, tem pautado discursos de candidatos pelo País – seja para atacar rivais, seja para faturar em cima do assunto.

Embora esteja presente de forma mais evidente nas corridas estaduais, o tema já ganhou espaço também no discurso de candidatos ao Palácio do Planalto. Parte das declarações foram engatilhadas após representantes da Fifa e da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) criticarem o atraso nas obras de infraestrutura para o mundial. Para a Fifa, “falta tudo” ainda no Brasil, desde estádios, estradas, sistema de telecomunicações, aeroportos e capacidade suficiente em hotéis.

Foto: AFP

Ainda na África do Sul, torcida brasileira espera por 2014

Foi a deixa para que o presidenciável José Serra (PSDB) entrasse em campo para dizer que o Brasil está mal preparado para sediar o evento. "Conseguiu-se o recorde mundial de não preparação de aeroportos para a Copa", afirmou o tucano, que citou outras obras do governo federal que, apesar de “propagandeadas, não andam”. "O Brasil não ganhou a Copa (de 2010), mas ganhou a Copa dos mais altos juros, da mais alta carga tributária e do mais baixo investimento governamental do mundo”, disse o candidato, mirando a adversária Dilma Rousseff (PT).

Quem foi escalado para responder às contestações da Fifa foi o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, maior cabo eleitoral da ex-ministra da Casa Civil. Na quarta-feira, durante lançamento do edital do trem-bala (que vai ligar São Paulo a Campinas e o Rio de Janeiro), Lula disse que os brasileiros estão sendo tratados “como se fossem idiotas, (como) se não soubéssemos fazer as coisas e não soubéssemos definir as nossas prioridades”.

Já Dilma limitou-se, durante a última semana, a exaltar os compromissos do governo federal no financiamento de estádios e obras para mobilidade social. Ainda assim, ela já prometeu abertamente que, se eleita, dará prioridade à construção de aeroportos.

É na esfera estadual, entretanto, que o assunto ganha mais peso no debate eleitoral. Em São Paulo, por exemplo, o candidato do PT ao governo, Aloizio Mercadante, colocou o assunto em pauta para reforçar os ataques direcionados à administração tucana no Estado.

Na última segunda-feira, ele se disse preocupado com a possibilidade de a capital paulista ficar de fora da competição, a exemplo do que aconteceu com Tóquio na Copa do Japão e da Coréia em 2002.

Ao criticar o que chamou de lentidão do governo tucano para viabilizar alternativas ao Morumbi - estádio descartado pela Fifa (entidade máxima do futebol) por falta de garantias financeiras assumidas pelo São Paulo Futebol Clube - o senador transformou em promessa de campanha o compromisso de assegurar a realização do evento em solo paulista.

Foi uma forma encontrada para contrapor a gestão petista no governo federal à administração tucana no Estado.

“Estamos a quatro anos de uma Copa, em uma das maiores cidades do mundo, que é São Paulo, no Estado mais rico da Federação, e o governo do Estado não diz o que quer e nem apresentou uma proposta para viabilizar a Copa no Estado”, disse Mercadante, segundo quem o governo federal já liberou R$ 1 bilhão para fazer a linha Morumbi-Congonhas de metrô.

Ele diz não descartar a construção de um novo estádio, desde que haja apoio do setor privado, mas afirma que a idéia inicial é reestruturar o Morumbi.

“Os outros Estados estão fazendo suas obras e São Paulo nem definiu o que deve ser feito. Falta agilidade, decisão, pulso e determinação”.

Alvo indireto dos ataques, Geraldo Alckmin (PSDB) tem defendido que, apesar dos problemas, tudo “vai dar certo”.

O tucano já disse ser contrário à aplicação de recursos públicos na construção de um novo

estádio. "Dinheiro público tem que ser colocado nas coisas permanentes, como metrô, trem saúde, segurança. Essa deve ser a parte do governo, ficando a parte do equipamento, do estádio, para a iniciativa privada”.

Segundo o candidato, o atual governador, Alberto Goldman (PSDB) “está conduzindo bem, com segurança, defendendo posições corretas”. “Se puder ter um estádio novo, ótimo. Agora o Morumbi está mais fácil”, diz o tucano, para quem o estádio “só precisa ter uma adequação”.

Durante a semana, Alckmin lembrou que será criada uma estação na frente do Morumbi, no entroncamento da avenida Francisco Morato com a João Jorge Saad. “E tem um monotrilho que já tem financiamento do BNDES”.

A previsão para o mundial é que o País tenha 12 sedes para jogos (São Paulo, Belo Horizonte, Rio, Porto Alegre, Curitiba, Cuiabá, Manaus, Natal, Recife, Fortaleza, Salvador e Brasília).

A exemplo do que acontece em São Paulo, em todos os Estados dessa lista onde há disputa acirrada o tema tem sido usado politicamente por candidatos.

Na Bahia, por exemplo, o governador Jaques Wagner (PT), candidato à reeleição, já propôs que o nome da nova arena esportiva que está sendo construída em Salvador para abrigar os jogos receba o nome de “Luiz Inácio Lula da Silva”. “O estádio ficaria conhecido como Lulão”, disse.

Já o adversário do petista, o ex-ministro da Integração Nacional Geddel Vieira Lima (PMDB), usa a experiência no governo para garantir financiamentos federais no transporte urbano e para resolver problemas relativos às obras do metrô junto ao Tribunal de Contas da União. “A Bahia está enferrujada”, disse.

Colaborou Piero Locatelli, iG São Paulo

Governo oficializa investimentos de R$ 5,5 bilhões em aeroportos

O ministro do Esporte, Orlando Silva Junior, assina na próxima segunda-feira o termo aditivo à Matriz de Responsabilidade da Copa 2014 com os investimentos em portos e aeroportos.

A medida define os recursos e os cronogramas das obras para as duas áreas. O acordo entre governo federal e os governos estaduais e muncipais das cidades-sede do Mundial será firmado na presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O evento acontece às 11h, na Sala Brasília do Palácio do Itamaraty.

O termo aditivo prevê investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento, entre 2011 e 2014, da ordem de R$ 5,5 bilhões para 13 aeroportos, das 12 cidades-sede.

Os recursos previstos para os portos são de R$
740,7 milhões. O valor é destinado à revitalização dos terminais portuários de Salvador, Recife , Natal, Fortaleza, Manaus, Rio de Janeiro e Santos. Os portos terão um papel importante no turismo porque permitirão aos cruzeiros atracar nessas cidades para servir de leitos temporários no período da Copa do Mundo no Brasil.

Medida Provisória

Durante a cerimônia, o presidente Lula assinará uma Medida Provisória que propõe um tratamento de excepcionalidade aos municípios que sediarão a Copa 2014 e Jogos Olímpicos 2016 para operações de crédito que se destinem a financiar projetos de infraestrutura, autorizados pelo Conselho Monetário Nacional.

A MP não fará qualquer flexibilização dos limites e regras estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal ou pelo Senado Federal, limites aos quais os municípios continuam submetidos.

Estarão presentes na solenidade os ministros do Esporte, Orlando Silva; das Cidades, Márcio Fortes; da Defesa, Nelson Jobim; do Planejamento, Paulo Bernardo; do Meio Ambiente, Izabella Teixeira; da Integração Nacional, João Santana; e a ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra. Também confirmaram presença o presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira, e do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman.

Matriz de Responsabilidades

O documento foi assinado no dia 13 de janeiro de 2010 pelo ministro do Esporte, Orlando Silva, e por 11 prefeitos e 12 governadores das cidades-sede do Mundial. A Matriz de Responsabilidades é um pacto de cooperação que define quais serão os encargos e os cronogramas de cada ente federativo na realização das obras de mobilidade urbana, estádios e entorno dos estádios.

A partir de agora, a matriz vai definir também quais serão os investimentos em aeroportos e terminais turísticos portuários para a Copa do Mundo de 2014.

Pequenas empresas paulistas começam a se preparar para 2014

Finda a Copa do Mundo da África do Sul, as empresas paulistas começam a se preparar para o mundial de 2014 que será no Brasil. Uma pesquisa da Associação do Comércio de São Paulo (ACSP), realizada em parceria com o instituto Data Popular, revela que 60% dos comerciantes da capital afirmam que a Copa 2014 será um bom período para seus negócios, sendo que 73% dos entrevistados esperam faturar mais na comparação com o torneio deste ano.

"Uma prova desse entusiasmo é que 62% pretendem organizar seus negócios para a Copa brasileira nos próximos três anos, enquanto 5% dos vendedores ouvidos já estão fazendo um planejamento especial para 2014", afirma Sandra Turchi, superintendente de Marketing da Associação Comercial. A pesquisa ouviu 121 proprietários de bares, restaurantes, supermercados, padarias e lojas de roupas de São Paulo, nos dias 12 e 13 de julho. Dos entrevistados 80% são microempresas e 17% pequenos negócios.

Os pequenos negócios terão oportunidade de se capacitar por meio do Sebrae. A entidade vai investir R$ 36 milhões de recursos próprios em ações de capacitação, desenvolvimento de negócios e mapeamento das oportunidades que a Copa do Mundo de 2014 vai gerar para as micro e pequenas empresas. Juntamente com os aportes das instituições parceiras, o total de recursos no programa do Sebrae para a Copa 2014 já chega a R$ 50 milhões.

A pesquisa mostra também que 71% dos lojistas acreditam que seus negócios serão afetados positivamente se seleção brasileira apresentar um bom desempenho na competição. Quem se preparou para a Copa da África do Sul não se arrependeu: 96% dos comerciantes que aumentaram seus estoques registraram saldo positivo na saída dos produtos. Além disso, 72% daqueles que fizeram alguma promoção relacionada à Copa disseram que a iniciativa correspondeu com as expectativas de vendas.

“Anualmente, 19 milhões de brasileiros participam de promoções e sorteios. Por isso, iniciativas como essa sempre ajudam a atrair o consumidor", diz Renato Meirelles, sócio-diretor do Data Popular.

Capital de negócios

O veto da Fifa ao estádio do Morumbi não desanimou o estado de São Paulo. Dê olho nos negócios e volume de recursos que serão gerados com a Copa de 2014, o estado e a cidade de São Paulo não estão de olho nos jogos, mas sim no Congresso da Fifa e no Centro de Imprensa.

Segundo o jornal Folha de S.Paulo, o prefeito Gilberto Kassab e o governador Alberto Goldman se reúnem na próxima quarta-feira (21) com o presidente do COL/2014 (Comitê Organizador Local), Ricardo Teixeira, para anunciar que São Paulo desistiu da abertura da Copa 2014. Em troca da partida inaugural, a cidade ficaria com o Congresso da Fifa e o IBC (International Broadcast Centre, ou centro internacional de mídia).

Segundo o jornal, técnicos das equipes de turismo dos governos classificam os dois como "eventos que realmente importam", pois trazem para a cidade uma quantidade muito grande de turistas. Apenas o Congresso da Fifa reúne cerca de 2.000 dirigentes. Na África do Sul, o centro de imprensa mundial credenciou cerca de 13 mil jornalistas.

O IBC e o Congresso da Fifa, por sua vez, trazem muitos profissionais que ficam na cidade por longo período e que gastam mais dinheiro do que turistas comuns com hotéis, refeições e transporte.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Lula assinará MP para facilitar obras para Copa-2014 e Rio-2016, diz jornal

Poucos dias após dizer que aqui no Brasil não há um bando de idiotas em resposta às cobranças da Fifa pelo atraso nas obras para a Copa do Mundo de 2014, o presidente Luís Inácio Lula da Silva marcou para a próxima segunda-feira a assinatura de uma medida provisória (MP) que tem como objetivo facilitar e agilizar as obras de infra-estrutra das 12 cidades-sedes do Mundial de futebol, sendo o Rio de Janeiro também beneficiado pela organização dos Jogos Olímpicos de 2016. De acordo com o jornal "O Globo", além de flexibilizar os limites de endividamenteo dessas cidades, a MP vai reduzir a burocracia e criar uma fila específica para os projetos dos dois eventos nas linhas de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Com isso, todos os projetos de infra-estrutura que visem à Copa do Mundo terão uma fila paralela aos de outros que são analisados pelo BNDES. Para a assinatura da MP são esperados em Brasília os prefeitos das 11 cidades-sedes do Mundial de 2014 (Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Recife, Salvador, Natal, Fortaleza, Manaus e Cuiabá) mais o governador de Brasília e dos outros 11 estados.
Nesta quinta-feira, no Rio de Janeiro, foram entregues seis propostas de empresas para as obras do Maracanã para a Copa do Mundo. Segundo o jornal "O Globo", a expectativa do governo estadual é que o vencedor seja anunciado em 15 dias e as obras comecem na segunda quinzena de agosto. Mas isso só ocorrerá se não houver qualquer recurso.

Comércio de SP está otimista com a Copa de 2014

Maioria (60%) dos comerciantes paulistanos esperam bons negócios com o Mundial

Pesquisa da Associação Comercial de São Paulo revelou que 60% dos comerciantes da capital paulista esperam que a Copa 2014 seja um bom período para seus negócios e que 73% dos lojistas projetam faturamento maior do que o realizado durante a Copa de 2010. A pesquisa ouviu 121 proprietários de bares, restaurantes, supermercados, padarias e lojas de vestuário de São Paulo entre os dias 12 e 13 de julho.

Segundo o levantamento, 62% dos lojistas pretendem organizar seus negócios para 2014 nos próximos três anos. Apenas 5% deles já estão fazendo um planejamento especial para a Copa

A pesquisa também questionou como o mundial deste ano afetou os negócios aqui no Brasil. Dentre os entrevistados, 75% afirmaram que os jogos da seleção da brasileira acabaram atrapalhando os negócios e 58% disseram que a eliminação da Seleção Brasileira foi benéfica para o comércio.


Governo e Atlético-PR tentam chegar a acordo para a Copa 2014

Reunião foi convocada para manter Arena da Baixada no Mundial.

O tempo para definir Curitiba e a Arena na Copa do Mundo de 2014 está se esgotando, e a pressa para resolver o impasse é cada vez maior. Por isso, em reunião convocada em clima de emergência, na noite de quinta-feira, o governador do Paraná, Orlando Pessuti, o prefeito da capital paranaense, Luciano Ducci, dirigentes do Atlético-PR e membros do comitê organizador da Copa iniciaram uma tentativa de buscar soluções para a conclusão do estádio.

O encontro, que foi de portas fechadas, no Palácio das Araucárias, teve sequência no fim da manhã desta sexta-feira, mas, até o momento, ninguém se pronunciou sobre o que foi discutido. A expectativa é que aconteça um pronunciamento em breve. Entre os assuntos discutidos, o principal é de onde virá o dinheiro para as obras de reforma da Arena.

O valor total da reforma é em torno de R$ 138 milhões e o Atlético segue com a palavra de bancar 33% do montante (aproximadamente R$ 42 milhões). Por isso, a pauta da conversa foi em torno de onde virão os outros 66%. A medida principal é a viabilidade da Arena Copel.

A votação para a aprovação da empresa se tornar "naming rights" do estádio é só no dia 3 de agosto, o que seria após o prazo estipulado pela CBF para o estado apresentar o novo projeto. Como a decisão final passará por Orlando Pessuti, o governador poderia dar o seu aval nos próximos dias.

Outra saída é flexibilizar as exigências do BNDES para que o Atlético-PR consiga o empréstimo. Porém, o clube não quer dar como garantias o estádio e nem o CT do Caju. Além disso, o banco não negocia diretamente com o futebol.

A tendência é que uma terceira empresa faça o financiamento, que pode ser de até R$ 80 milhões, valor que seria pago pelo Furacão por meio do potencial construtivo oferecido pela prefeitura. Uma reunião com o presidente Lula e o comandante da CBF, Ricardo Teixeira, está marcada para segunda-feira. Nessa data, Pessuti e Luciano Ducci precisam apresentar a nova proposta para manter Curitiba como sede e negociar novos prazos.